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Fuck erasmus
A pior parte nem é saber que não a vou ver durante 5 meses, mas sim não saber se a vou ver depois.
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Viver no momento
Viver no momento é perigoso, fazer uma revolução é viver no momento, mas quando se acorda de manhã é preciso de fazer com os restos. A nossa rotina deve ser quebrada, mas isso não quer dizer que deva estar constantemente a ser “quebrada”. Apenas que de vez em quando vale a pena parar e pensa no que raio se passa.
Todos os dias penso no quanto gostaria de ser isto ou aquilo, ser mais directo e mais arrogante. Mas não me desconstruo. É um mero pensamento, que acaba quando as portas do metro abrem, fecho a torneira do duche ou algo do género.
Por isso gosto do Inverno. Pós verão, pós termos sido o nosso maximo cabe avaliar se esse máximo é aquilo que queremos ser.
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Zona de Conforto
Conseguia citar desde o Steve Jobs ao Jel, passando por metade das frases do facebook sobre este assunto. Parece que a ideia que só se vive fora dessa zona, tão confortável, é quase universal. Mas também calma aí. Sair da zona de conforto não significa irmos sair sozinhos para uma discoteca porque não temos ninguém com quem ir, ou meter conversa com duas raparigas random no meio da mesma. Esse tipo de coisas só resultam nos filmes. Na vida real, nem são experiencias, erros, das quais podemos aprender o que seja. Falo por experiência própria : forçar demasiado as coisa, não resulta. É o mesmo que ir tentar fazer a volta a frança sem nunca ter feito um treino do género. Boas intenções, por si, não servem de nada.
Como saber se podemos de facto arriscar? A mim, é quando sinto um certo “medo”, na barriga. Combater esse medo, ignorá-lo é viver. Dizer a essa voz que nos vai seduzindo para ficar na zona de conforto, que não, que não sei o que estou a fazer, mas que sei que o tenho de fazer. Por várias vezes sucumbi a essa voz. Não posso dizer que esteja arrependido, pois nada perdi com isso. Mas nada ganhei. E a sensação de nada fazer, nada perder ou ganhar, é menos intensa, mas mais extensa, e está lá sempre.
Não vou cometer mais esse erro. A partir de agora, sempre que sentir esse medo no estomago, vou enfrentá-lo. A começar nestas férias.
Btw, lembrar para não escrever á noite
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Journal
Não nasci com jeito para as palavras. Não se pode dizer o mesmo da arte do pensamento: já várias vezes resolvi crises mundiais e existenciais, pessoais e colectiva, simplesmente matutando no assunto. Curiosamente, onde melhor pratico essa arte é sentada na retrete. Não sei porque, mas suspeito que a explicação resida mais uma vez no Equilibrio do universo (um dia destes volto a esse tema).
Mas, voltando ao que me levou a escrever isto, eu queria dizer apenas que este blog, embora funcione na rede social mais “ligeirinha” e onde há menos criatividade por metro quadrado do que na cabeça de um hipster, vou apenas fazer um exercicio de introspecção, positivar todos esses pensamento que se vão perdendo. Vou disciplinar-me, tentar escrever com relativa frequência, estabelecer objectivo. Será o meu programa de vida. Espero daí a uns 40 anos olhar para isto com um misto satisfação pelo que consegui e espanto pela quantidade de coisas que ainda tenho para fazer na vida.
Resta me deixar aquele que será o lema pelo qual me quero guiar. Correr e ler. Se conseguir ao longo dos anos continuar a fazer os dois, então já não será um total desperdício.
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Duvidas
Todos olhamos para o futuro de uma perspectiva de duvida. Onde estaremos, com quem, o que vamos fazer, onde vamos viver, qual será a comida da moda.
Temos contudo, certeza que lá estaremos. O pior é quando olhamos para o futuro e não vemos nada. Imagino a frustração do rapaz de acaba o secundário e que percebe que as suas alternativas profissionais são o McDonalds e o Pingo Doce. Que há de atractivo num futuro onde trabalhamos para sobreviver. Ou num em que estamos sozinhos.
Não me imagino senão sozinho. E é assustador.
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Planos
salar de uyuni

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Personagens
Kundera dizia que as suas personagens começavam onde ele acabava. Todas as decisões que tomamos, acabam por nos influenciar, e era apartir dessas decisões que as suas persongens nasciam. Tinha portanto muito dele, mas o interessante era precisamente aquilo que se acrescentara.
No fundo equivale aos “e se…” do comum dos mortais, sem o dom da escrita. Agora tão angustiante que deve ser pensar em todas as ramificações do que não somos. Parece impossivel que o Eu que existe de facto não seja patético ao pé destes modelos, que são os nossos “não erros”?
Obviamente estou a partir da premissa que só cometemos erros. Mas muito sinceramente não consigo ver a realidade de outra forma. Uma soma de erros, do qual nascemos. E uma vez que a Historia não se repete, pensar nos erros, é pensar no que não existe, um simple desperdicio de tempo e de actividade cerebral. Por outro lado, o futuro não, é brilhante, é um iman que atrai o presente, e estende o passado, até que este se torne irreconhecivel.
Que falta de sentido, de lógica, de estética.
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Quando nos deitamos e fazemos o check mental
Há dias em que fica um claro sabor a pouco. Em que ansiamos pelo dia seguinte para poder fazer o que falhou nesse dia. E aí, por paradoxal que seja, não conseguimos adormecer. é lixada esta coisa da consciência…
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Sonho
Sonho todos os dias um pouco. Imagino a minha vida se isto e aquilo, cenários retirados de filmes e livros, que ganham forma na minha cabeça. Fico me muitas vezes pelo sonho, pela imaginação, deixando que esses sonhos ganhem tanto peso que me despedaçam, deixando me frustrado, triste, inquieto. Nesses momentos em que a realidade vem contra mim, decido sempre mentalmente que não vou mais ser um fraco, um wannabe do sex XX, um jack london das pessoas. Vou melhorar, dar-me, pedir mais dos que me rodeiam, mas acima de tudo, assumir que quero algo e lutar por isso. As pessoas que triunfam na vida não são os que têm talento, tentam uma vez está feito. São as pessoas que todos os dias lidam com a derrota, para no dia a seguir tentar o mesmo. Acredito que são essas que a longo prazo “ganham”. Além de que não há nada mais gratificante do que a sensação de conseguir aquilo pelo qual lutámos. Claro que há que saber aceitar o que a vida nos dá, como diz o filósofo Mick Jagger, “you cant always get what you want, but if you try sometimes, you might get what you need”. Não que não se consiga aqulo que queremos, simplesmente conseguimos algo que não sabiamos que precisavamos. Acredito nisso, e com isso sonho. Faltam me tomates, e se este blog se tornar em alguma coisa, é apenas nisso. O relato de um recém adulto, muito imaturo, mas muito desiludido com aquilo que não consegue, a lidar com a sua falta de tomates.
Tenho pretensões literárias? Até gostava de dizer que sim, mas não é bem verdade. O que eu quero é ser realmente bom numa coisa, e poder disfrutar disso com as pessoas que me rodeiam. Não sou muito esquisito, pois não?